quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Polícia Militar do Rio de Janeiro é  entra na Faxina, retirando os indignos Servidores Públicos ?



Expulsão de PMs em 2012 mais que dobrou

O GLOBO

A corrupção, o envolvimento com a milícia e crimes como homicídio e extorsão são os principais motivos de expulsão de policiais militares no Rio. No ano passado, houve um recorde no número de PM demitidos: 317 contra 143, em 2011. Um aumento de 121%. Quando comparado com 2010 (85), o crescimento chega a 272%.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, atribui a alta à nova filosofia adotada à frente da instituição.
— Eles (PMs) estão percebendo que não adianta se esconder e continuar na corrupção. Nós vamos deixar esse legado: uma polícia melhor e mais digna. Aqueles que não se adaptarem, que não aceitarem essa nova orientação, vão embora — afirmou o comandante, em entrevista.
Para o coronel, há um processo de mudança de cultura dentro da Polícia Militar, que envolve a participação de psicólogos e a redução do número de fuzis:
— Estamos fazendo um trabalho interno muito importante, com psicólogos e com os próprios comandantes. Nós tivemos mais de 200 fuzis apreendidos só no ano passado. Iso mostra que nós estamos trabalhando e prendendo. A Polícia Militar está se humanizando, o que é mais importante, e mostrando essa nova postura — disse Erir 
O comandante afirmou ainda que espera ver o Rio livre dos fuzis, mas que, no momento, ainda há necessidade desse armamento:
— Daqui a pouco eu tenho certeza de que o Rio não vai ter mais cabine blindada, não vai ter mais fuzil. Nós estamos caminhando para isso. Mas não pode tirar de uma vez só, por-
que os policias acham que estão inseguros. São quantos anos utilizando fuzis? Isso é uma cultura de anos que temos que trabalhar a cabeça dos policiais.
De acordo com a reportagem, para os policiais serem expulsos, eles devem passar por um processo administrativo disciplinar, que tem trâmites diferentes dependendo da patente e do tempo de serviço. Os acusados tem amplo direito de defesa e podem recorrer da decisão, que é tomada pelo comandante dos batalhões ou da
Otimismo. 
O comandante da PM, Erir Ribeiro da Costa Filho, vislumbra o fim da cultura do fuzil nos próximos anos
PM, no caso dos praças, ou pela Justiça, no caso dos oficiais. O processo administrativo que leva à expulsão é paralelo ao processo criminal, que pode correr na Auditoria de Justiça Militar, se o crime for militar, ou na vara comum.
Erir Ribeiro explicou que a substituição do coronel Rogério Seabra no comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) se deve principalmente à experiência do coronel Paulo Henrique, ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais), dentro de comunidades.
— O Paulo Henrique, como no Bope ele sempre entrava primeiro (nas áreas de conflito), já pegou essa expertise. É uma outra filosofia porque ele já conhece também essas comunidades. Então os resultados cada vez mais virão — disse Ribeiro.
Em relação aos grandes eventos que a cidade receberá, como Copa e Olimpíadas, Erir Ribeiro disse que a PM estará preparada. O comandante afirmou que já está em processo de licitação para a compra de equipamentos para o patrulhamento aéreo. Em breve, será inaugurado o centro integrado de comando e controle da corporação. 
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